Livro retrata as “Aldeias de Chaves – o mesmo povo, uma só alma”
“Aldeias de Chaves – o mesmo povo, uma só alma” é um livrode fotografias que pretende dar uma mostra do património material e imaterial da quase totalidade das aldeias do concelho de Chaves. A obra encontra-se dividida em seis capítulos: Casario, Homens e Bichos, Toponímia, Santidade, Verduras e Água.
O livro foi coordenado por Altino Rio e teve a colaboração dos seus amigos Herculano Pombo, Miguel Coelho e Sílvia Alves. A obra incorpora mensagem de Nuno Vaz, Presidente da Câmara Municipal, prefácio de Alexandre Chaves e textos introdutórios aos capítulos pelos quatro autores.
“Apresenta como uma das inovações a inclusão de legendas em muitas fotografias, pretendendo que constituam uma só mensagem”, referiu Altino Rio.
A apresentação iniciou com um momento cultural de Cândido Correia, da aldeia de Cela, quase a completar os 90 anos, que brindou os presentes com duas cantigas das segadas e malhadas. O segundo momento teve a participação da Joana Carvalho que de uma forma performativa leu um escrito, compilação de todos os textos do livro, trabalho elaborado por Herculano Pombo.
A apresentação do livro esteve a cargo de Altino Rio que fez um percurso da sua elaboração e do envolvimento dos diversos colaboradores, bem como dos mecanismos que criou para que o livro tivesse elevada qualidade gráfica. Apelou a uma descriminação positiva para o apoio aos livros de interesse local bem com a musealização da cultura popular, com um museu da memória em Chaves e diversificados núcleos nas Aldeias (deu com exemplo-as leiteiras de Outeiro Seco, Mantas de Soutelo e museu do Contrabando em Vilarelho da Raia, entre outros), na expetativa de poder ser acolhido nos programas do novo ciclo autárquico. O autor agradeceu a todos pela presença e colaboração prestada.
Nuno Vaz, em representação do Município de Chaves referiu que “alguns livros têm a rara capacidade de nos tocar, não apenas pela beleza das imagens ou pela qualidade da escrita, mas porque nos falam diretamente ao coração. Este livro é, para todos os efeitos um legado. Um presente para quem cá vive, uma memória para quem teve de partir e uma descoberta para quem chega”, disse felicitandoos autores pelo seu envolvimento neste projeto.
Alexandre Chaves que prefaciou o livro fez uma apresentação que enalteceu a obra e os autores que “veio evidenciar o peculiar legado do natural e do construído, quer material, quer imaterial, sempre com o suor de gente laboriosa, com uma devoção enorme à terra-mãe, que molda, fazendo-lhe mosaicos, para sacar com esforço comovido o sustento de uma vida”. O autor, considerou este livro como um museu vivo e apelou ao testemunho da Sílvia Alves e Miguel Coelho que justificaram o seu envolvimento neste projeto.
A sala encheu para acolher todos os convidados, uma opção dos organizadores, para que o local fosse intimista e original. O restaurante é propriedade de João Libório figura popular, conhecido pela luta em favor da democracia.A família acolheu a iniciativa com orgulho.
No final, o convívio gastronómico, com produtos regionais, permitiu um “salutar e amistoso convívio, sendo consensual uma excelente jornada cultural”, referiram os autores da obra.